Frädd Marquiry – estudo de personagem

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Tudo começou quando ouvi Ieshua pela primeira vez, ele estava na beira da praia e deixava a marola molhar seus pés. E como as coisas que ele dizia eram lindas… Lembro bem de seus lábios carnudos, os cabelos longos e do jeito dócil de me encarar ao perceber que eu estava realmente prestando atenção a suas divagações. Dizem por aí que a primeira impressão é a que fica, e entre eu e Ieshua isso causou bastante impacto. Gosto de pensar que o primeiro aforismo dito a mim por ele ultrapassou o som e alcançou meu espírito: “A deusa criou homens para suplantarem deuses”.

Claro que ficamos próximos, cada vez mais próximos, mas um amor como o nosso nunca seria aceito. Quantas vezes nos encontramos diante do mar para conversar sobre o significado da vida e das coisas… Aconteceu que as pessoas se enfureceram com nossas relação tão próxima e Ieshua abandonou a cidade, sem ter me dito uma palavra sobre seu destino. Fiquei furioso, queria ir à procura dele, mas algo interrompeu esse ímpeto: Uma voz que ia e vinha, como uma onda na praia. Ficou enfim claro em minha mente o chamado e decidi que eu chegaria até Ieshua nesse caminho, colocando antes de meus desejos os da deusa. Eu serviria enquanto crescia e meu desejo se realizaria junto à de meu novo amor, a Deusa das águas.

Eu ocuparei meu lugar entre os deuses, e com Ieshua a meu lado.


Frädd tem 60Kg e 1,69m de estatura e é dona de uma delicada aparência feminina, até mesmo com sutis seios, e sua voz é bem aguda e melodiosa. Acontece que fisiologicamente tem uma característica masculina (sim, ela tem um “bráulio”), o que as pessoas que a rodeavam em sua infância e adolescência bem sabiam. Sua pele é repleta de tatuagens de devoção à deusa, exceto as mãos, braços, pescoço e rosto (que reserva para uma ocasião especial, já que sabe fazer tatuagens). Seus cabelos são uma mistura entre fios bem vermelhos e castanhos, ela os usa curtos e repicados, sempre com uma mecha maior que vive trançando quando não tem o que fazer. Seus olhos são profundamente azuis, como o mar que banha o reino arquipélago, onde nasceu.

Criada no reino das águas, e privilegiada com o vínculo à deusa, recebeu como dom sua feminilidade. Por esse motivo ela sempre será gentil e dócil ao primeiro contato, e poucas vezes reagirá grosseiramente. Uma pessoa que não a conhece sempre vai tratá-la como uma mulher, e as pessoas de sua infância sempre como um homem, o que de fato não incomoda Frädd, pois sua sexualidade é para ela mesma indefinida, e seu único e verdadeiro amor são as águas. Uma vez, no passado, chegou a amar uma pessoa, mas isso ficou no passado, a não ser que a deusa intervenha.

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